| Commento al vangelo della liturgia domenicale |
1. In lingua portoghese.
2. In lingua italiana |
| IV DOMINGO DE QUARESMA (Jo. 3,14-21). |
«“Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna. Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. Quem nele crê, não é condenado, mas, quem não crê, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito. Ora, o julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más. Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas. Mas, quem age conforme a verdade, aproxima-se da luz, para que se manifeste que suas ações são realizadas em Deus» (Jo. 3,14-21).
Se a Quaresma nos convidou desde o primeiro dia a termos um olhar mais atento à atitude de conversão, hoje temos um lindo exemplo daquilo que acontece quando a conversão entra em nós. No episódio de Nicodemos podemos descobrir a nós mesmos em inúmeras circunstâncias e reconhecer as dinâmicas daquele processo que conduz a um encontro sempre mais profundo com Deus; processo que chamamos de conversão. Sem pretensão, mas com o coração disposto a escutar, como discípulos do Senhor, deixemo-nos envolver pelos fatos narrados, lendo com certa atenção.
“Era noite” -diz o Evangelista no início do capítulo do qual é extraído este texto-, uma noite que, na linguagem de João indica tanto um tempo cronológico quanto um tempo “existencial”: era a hora das trevas, quando tudo assume uma fisionomia diferente, quando as coisas não parecem ser aquilo que realmente são; quando a nossa mente gera visões, imagina coisas que não existem, fantasmas. O Evangelista, por exemplo, comentará a atitude de Judas Iscariotes dizendo duas vezes que era “noite”. A escuridão é o lugar onde é possível sobreviver sem entrar em conflito, onde é possível camuflar as coisas, até camuflar os próprios pensamentos. É isto que aconteceu com Nicodemos. Ele era um membro notável do Sinédrio, a autoridade máxima em Israel, um fariseu zeloso e respeitado; como poderia alguém tido em tão alta consideração satisfazer o desejo de conhecer Jesus mais de perto? Como poderia ele, mestre de Escritura, pedir explicações para um homem que sequer tinha frequentado uma escola rabínica? O que todos pensariam? Como se apresentaria o dia seguinte no Sinédrio? Só podia se encontrar com Jesus “de noite”, às escondidas, protegido dos olhares que o haveriam colocado em “crise”. Quantos obstáculos... a quantos “acordos” precisamos nos submeter quando queremos preservar a todo custo aquela imagem que com muito custo construímos!
Mas o de Nicodemos era um desejo que não podia mais ser abafado.
É aqui, nesta decisão, que estava começando o processo de conversão; por isso o Evangelista terminará este texto falando de “luz”, luz que se impõe sobre as trevas quando se dá o passo certo. A conversão é um processo, algo que simplesmente acontece, começa em nós, sem que o queiramos; não é uma imposição da nossa vontade sobre as nossas atitudes. Ninguém de nós consegue impor a si mesmo a “conversão” (podemos nos impor comportamentos, isto sim, mas nada mais do que isto), como não se pode impor o amor. À conversão se pode responder. Isto sim, pois é uma oferta que Deus faz ao coração de quem está bem disposto. Nicodemos procurava com autenticidade a sua fé –sabemos que não estava nas “graças” das outras autoridades do Sinédrio, pois não pensava como eles; por causa disso não foi nem convocado quando do julgamento de Jesus, como a lei mandava que se fizesse. Quando Deus encontra um coração bem disposto, mesmo que esta disposição nada mais seja que curiosidade ou desejo de conhecer mais... -não importa o quê- então Ele não deixa sem resposta, não deixa frustrado este desejo. Nicodemos buscava algo mais, não estava acomodado em suas convicções, então Deus pôde agir. Eis a segunda fase do processo: Nicodemos abriu a Jesus as suas dificuldades e confessou a sua incapacidade de compreender as coisas de Deus (cfr. Jo. 3,2-4). A humildade e a verdade são as portas abertas para as quais Jesus pode ter acesso à nossa vida. Jesus acolheu e ouviu a confissão do fariseu e falou a mesma linguagem dele, para que pudesse compreender. É assim que Deus age quando quer nos conduzir para a luz, ouve a nossa confissão de insuficiência, ouve o pedido humilde de esclarecimentos e começa a falar a nossa mesma linguagem, diferente para cada um. Sendo assim, Jesus citou para um estudioso das Escrituras, um texto do livro de Números (21,4-9) onde, através de um gesto simbólico realizado por Moisés, se apresentava para Israel uma nova lógica para poder percorrer o caminho que Deus indicava: àqueles que estavam preocupados em esquivar “cobras” escondidas na areia, Moisés propunha de apontar o olhar para o “alto”, de acreditar e ver as coisas numa outra perspectiva. O que aconteceu foi que, todos os que aceitaram este risco, o risco de não olhar para baixo, não foram picados por serpentes venenosas. Estranho modo de Deus agir! Eis, então um terceiro momento do processo de conversão: aceitar de não controlar passo a passo, detalhe por detalhe a nossa vida, mas de olhar “para o alto”. É paradoxal, sim, mas é um pouco como andar de bicicleta: se olharmos para a roda, com o medo de cair... caímos de fato. Conversão é saber que existe uma outra perspectiva e dirigir o em outra direção; isto permitirá de ver aspectos da vida que, do contrário, parecem inexistentes. Mas qual é a perspectiva?
A mentalidade religiosa do judaísmo da época de Jesus, influenciada também pelo conceito grego de justiça, percebia a relação com Deus em termos de obediência ou desobediência às suas leis; por conseqüência, o julgamento de Deus era visto como se fosse o pronunciamento de uma sentença de premio ou condenação. Obviamente tal visão tinha aspectos fundamentados também na Escritura, não deixava de ter sentido para Nicodemos; mas a esta visão Jesus ofereceu uma outra, já que o fariseu estava aberto a ouvir algo novo. A observância da lei é importante, mas não consegue suscitar o amor; o simples constatar o erro ou a própria limitação não consegue gerar aquela relação que Deus deseja. Também Jesus confirma que haverá um julgamento. No entanto, podemos nos perguntar: será que os critérios de Deus correspondem exatamente aos critérios usados por nós quando agimos com base num código de leis?
O re-encontro com Deus e com o outro -segundo a reflexão da Escolástica e a do Concílio de Trento (sess. XIV), quando fala do sacramento da penitência- acontece quando se passa da constatação do erro ao amor para a pessoa que sofreu por causa do erro cometido. Entendem-se assim as palavras de Jesus: «É preciso que o Filho do homem seja elevado» para que se possa ver o critério que Deus usará, e para que este mesmo critério possa orientar a vida do homem de fé. Imaginar e esperar a Deus como um juiz que pronuncia uma sentença de condenação não corresponde à motivação pela qual Deus enviou Jesus. Ninguém pode amar nem se sentir amado sob a pressão de um castigo, é por isso que precisa, como no caso de Moisés, “olhar para o alto”. Este ato provocará, em quem está bem disposto, uma “crise”. Sim, a palavra “julgamento” em grego é “crisis” () e indica a necessidade de tomar uma decisão definitiva, que não pode ser mais adiada. Não tomar uma decisão é já uma decisão, é desejo de não se envolver. Não tomando a decisão o homem decide sobre si mesmo e sobre a sua participação ou não a quanto Deus deseja oferecer-lhe. Por isso, Jesus não pronunciará nenhum “julgamento” (no sentido de sentença), ele será o “lugar” onde as pessoas poderão olhar para pronunciarem o julgamento que as aproximará ou não de Deus. Olhar para o alto, onde está Jesus, significará aceitar a “crise”, e isto já um grande passo. O “anti-Cristo”, isto é, o que é contrário a Cristo, se manifesta quando o homem escolhe a sua «paz e tranqüilidade» (1Tes. 5,3); esta é a sua morte.
Ultimo passo do processo de conversão: olhar para o alto, e o que vemos? Vemos tudo quanto aconteceu no momento da crucifixão e morte de Jesus. Este será o critério definitivo sobre o qual Deus julgará o mundo. Veremos olhar de perdão para os que pouco antes haviam cometido uma injustiça, que estavam zombando; vemos um olhar acolhedor do arrependimento de um malfeitor; vemos a entrega total a Deus até às últimas conseqüências; vemos a segurança que a esperança dá; vemos um olhar capaz de receber a força e a firmeza na fé da sua própria Mãe. Vemos o amor em todas as suas facetas.
Então, somente o amor dado e recebido pode provocar outro tanto amor dado sem medir. Isto é conversão, isto é entrar no coração de Jesus.
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| IV DOMENICA DI QUARESIMA (Gv 3,14-21) |
«“E come Mosè innalzò il serpente nel deserto, così bisogna che sia innalzato il Figlio dell'uomo, perché chiunque crede in lui abbia la vita eterna”. Dio infatti ha tanto amato il mondo da dare il suo Figlio unigenito, perché chiunque crede in lui non muoia, ma abbia la vita eterna. Dio non ha mandato il Figlio nel mondo per giu-dicare il mondo, ma perché il mondo si salvi per mezzo di lui. Chi crede in lui non è condannato; ma chi non crede è già stato condannato, perché non ha creduto nel nome dell'unigenito Figlio di Dio. E il giudizio è questo: la luce è venuta nel mondo, ma gli uomini hanno preferito le tenebre alla luce, perché le loro opere erano malvagie. Chiunque infatti fa il male, odia la luce e non viene alla luce perché non siano svelate le sue opere. Ma chi opera la verità viene alla luce, perché appaia chiaramente che le sue opere sono state fatte in Dio».
Se la Quaresima ci ha invitato fin dal primo giorno ad avere uno sguardo più attento verso la conversione, oggi abbiamo un bell’esempio di quello che accade quando la con-versione entra in noi. Nell’episodio di Nicodemo possiamo scoprire noi stessi in numerose circostanze e riconoscere le dinamiche di quel processo che conduce a un incontro sem-pre più profondo con Dio; processo che chiamiamo conversione. Senza pretese, ma con il cuore disposto ad ascoltare, come discepoli del Signore, lasciamoci coinvolgere dai fatti narrati, leggendo con una certa attenzione.
“Era notte” – dice l’Evangelista all’inizio del capitolo dal quale abbiamo estratto que-sto testo – una notte che, nel linguaggio di Giovanni indica tanto un tempo cronologico quanto un tempo “esistenziale”: era l’ora delle tenebre, quando tutto assume una fisiono-mia diversa, quando le cose non sembrano essere quello che realmente sono; quando la nostra mente genera visioni, immagina cose che non esistono, fantasmi. L’Evangelista, per esempio, commenterà l’atteggiamento di Giuda Iscariota dicendo due volte che era “notte”. L’oscurità è il luogo nel quale è possibile sopravvivere senza entrare in conflitto, nel quale è possibile camuffare le cose, persino camuffare i propri pensieri. È questo che è successo a Nicodemo. Lui era un membro illustre del Sinedrio, l’autorità massima in Israe-le, un fariseo zelante e rispettato; come avrebbe potuto qualcuno tenuto in così alta consi-derazione, soddisfare il desiderio di conoscere Gesù? Come avrebbe potuto lui, maestro di Scrittura, chiedere spiegazioni a un uomo che nemmeno aveva frequentato una scuola rabbinica? Poteva solo incontrarsi con Gesù “di notte”, di nascosto, protetto dagli sguardi che lo avrebbero messo “in crisi”. Quanti ostacoli… a quanti “patti” dobbiamo sottometterci per preservare a tutti i costi quell’immagine che con molti sforzi abbiamo costruito!
Ma quello di Nicodemo era un desiderio che non poteva più essere soffocato.
È qui, in questa decisione, che stava iniziando il processo di conversione; per que-sto l’Evangelista terminerà il testo parlando di “luce”, luce che si impone sulle tenebre quando si fa il passo giusto. La conversione è un processo, qualcosa che semplicemente accade, inizia in noi senza che lo vogliamo; non è un’imposizione della nostra volontà sui nostri atteggiamenti. Nessuno di noi riesce a imporre a se stesso la “conversione” (pos-siamo imporci comportamenti, questo sì, ma niente più di questo), come non si può impor-re l’amore. Alla conversione si può rispondere. Questo sì, poiché è un’offerta che Dio fa al cuore di chi è ben disposto. Nicodemo cercava con autenticità la sua fede; sappiamo che non era nelle “grazie” delle altre autorità del Sinedrio, perché non pensava come loro; a causa di questo non è stato nemmeno convocato per il processo di Gesù, come invece la legge richiedeva. Quando Dio incontra un cuore ben disposto, anche se questa disposi-zione non è altro che curiosità o desiderio di conoscere di più - non importa cos’è – allora Lui non lascia senza risposta, non lascia frustrato questo desiderio. Nicodemo cercava qualcosa di più, non era accomodato nelle sue convinzioni, allora Dio ha potuto agire. Ec-co la seconda fase del processo: Nicodemo ha aperto a Gesù le sue difficoltà e ha con-fessato la sua incapacità di comprendere le cose di Dio (cfr. Gv 3, 2-4). L’umiltà e la verità sono le porte aperte per le quali Gesù può avere accesso alla nostra vita. Gesù ha accolto e ascoltato la confessione del fariseo e ha parlato il suo stesso linguaggio, perché potesse comprendere. È così che Dio agisce quando vuole condurci alla luce, ascolta la nostra confessione di insufficienza, ascolta la richiesta umile di chiarimento e inizia a parlare la nostra stessa lingua, diversa per ciascuno. In questo modo, Gesù ha citato a uno studioso delle Scritture, un testo del libro dei Numeri (21, 4-9) nel quale, attraverso un gesto simbo-lico realizzato da Mosé, si presentava a Israele una nuova logica per poter percorrere il cammino che Dio indicava: a coloro che erano preoccupati di evitare “serpenti” nascosti nella sabbia, Mosé proponeva di fissare lo sguardo verso “l’alto”, di credere e vedere le cose in un’altra prospettiva. Accadde che tutti coloro che accettarono questo rischio, quel-lo di non guardare in basso, non furono morsi dai serpenti velenosi. Strano modo di Dio di agire! Ecco, allora, un terzo momento del processo di conversione: accettare di non con-trollare passo a passo, dettaglio per dettaglio la nostra vita, ma di guardare “in alto”. È, sì, un po’ come andare in bicicletta: se guardiamo la ruota con la paura di cadere… cadiamo. Conversione è sapere che esiste un’altra prospettiva e dirigersi in un’altra direzione; que-sto permetterà di vedere aspetti della vita che, al contrario, sembrerebbero inesistenti. Ma qual è la prospettiva?
La mentalità religiosa del giudaismo dell’epoca di Gesù, influenzata anche dal con-cetto greco di giustizia, percepiva la relazione con Dio in termini di obbedienza o disobbe-dienza alle sue leggi; di conseguenza, il giudizio di Dio era visto come se fosse il pronun-ciamento di una sentenza di premio o condanna. Ovviamente tale visione aveva aspetti fondati anche sulla Scrittura, ma a questa visione Gesù ne offriva un’altra, giacché Nico-demo era aperto ad ascoltare qualcosa di nuovo. L’osservanza della legge è importante, ma non riesce a suscitare l’amore; il semplice costatare l’errore o il proprio limite non rie-sce a generare quella relazione che Dio desidera. Anche Gesù conferma che ci sarà un giudizio. Intanto possiamo domandarci: i criteri di Dio corrispondono esattamente ai criteri usati da noi quando agiamo basandoci su un codice di leggi?
Il re-incontro con Dio e con l’altro – secondo la riflessione di Scolastica e del Conci-lio di Trento (sess. XIV), quando parla del sacramento della penitenza – avviene quando si passa dalla constatazione dell’errore all’amore per la persona che ha sofferto a causa dell’errore commesso. Comprendiamo così le parole di Gesù: «Bisogna che sia innalzato il Figlio dell'uomo» perché possiamo vedere il criterio che Dio userà e perché questo stesso criterio possa orientare la vita dell’uomo di fede. Immaginare e attendere Dio come un giudice che pronuncia una sentenza di condanna non corrisponde alla motivazione per la quale Dio ha inviato Gesù. Nessuno può amare né sentirsi amato sotto la pressione di un castigo, è per questo che è necessario, come nel caso di Mosé, “guardare verso l’alto”. Questo atto pro-vocherà, in chi è ben disposto, una “crisi”. Sì, la parola “giudizio” in greco è “crisis” () e indica la necessità di prendere una decisione definitiva, che non può essere più rinviata. Non prendere una decisione è già una decisione, è desiderio di non coinvolgersi. Non prendendo la decisione, l’uomo decide per se stesso e per la sua partecipazione o non partecipazione a quanto Dio desidera offrirgli. Per questo, Gesù non pronuncerà alcun “giudizio” (nel senso di sentenza), Lui sarà il “luogo” verso il quale le persone potranno guardare per pronunciare il giudizio che le avvicinerà o no a Dio. Guardare verso l’alto, dove c’è Gesù, significherà accettare la “crisi”, e questo è già un grande passo. “L’anti-Cristo”, cioè, ciò che è contrario a Cristo, si manifesta quando l’uomo sceglie la sua «pace e tranquillità» (1Tess 5,3); questa è la sua morte.
Ultimo passo del processo di conversione: guardare verso l’alto, e cosa vediamo? Vediamo tutto ciò che avvenne nel momento della crocifissione e morte di Gesù. Questo era il criterio definitivo sul quale Dio giudicherà il mondo. Vedremo sguardi di perdono per coloro che poco prima avevano commesso un’ingiustizia, che stavano disprezzando; ve-diamo uno sguardo accogliente di pentimento di un malfattore; vediamo la consegna totale a Dio fino alle ultime conseguenze; vediamo la sicurezza che proviene dalla speranza; ve-diamo uno sguardo capace di ricevere la forza e la fermezza nella fede della sua stessa Madre. Vediamo l’amore in tutte le sue sfaccettature.
Allora, soltanto l’amore dato e ricevuto può provocare altrettanto amore dato senza misurare. Questo è conversione, questo è entrare nel cuore di Gesù.
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