A condição do batizado faz de cada cristão um sacerdote que associa a sua vida ao único sacerdócio de Jesus. Tal sacerdócio não pode ser confundido com o ministério sacerdotal, que é um aspecto do sacerdócio.

Tanto a Carta aos Hebreus, quanto o Concílio associam o sacerdócio ao ato oblativo de Jesus ao qual se associam as pessoas que a Ele se consagram. É o amor, então, que fundamenta o sacerdócio, é a oferta de si mesmo como resposta a Deus.

Chamados por Deus a participar da experiência que Jesus e Maria viveram, os consagrados FFCIM não possuem nada mais a oferecer a não ser a si mesmos. Nesse sentido eles vivem a sua consagração ao Pai junto com Maria como modelo e Mãe. Ela não ofereceu a Deus algo de si, dos seus bens, do seu tempo... ofereceu a si mesma totalmente e sem restrições: «Aconteça comigo»... Poderíamos parafrasear suas palavras dizendo: “aconteça comigo o projeto divino”, “se realize o que o Senhor deseja”. É assim que o Autor da Carta aos Hebreus comenta o sacerdócio do amor, que não é feito de ritos e, menos ainda, de categorias religiosas: «Sacrifício e oferta não quiseste; antes, um corpo me deste» (Hebr. 10,5).